Observatório de acompanhamento das ações de Combate e Prevençao à Pedofilia e Proteçao a Criança e ao Adolescente Vítimas de Violência - Campos dos Goytacazes - RJ.



terça-feira, 19 de maio de 2015

Plano Nacional de Enfrentamento à Violência Infanto-Juvenil promoveu avanços, mas ainda falta muito para ser de fato efetivado



Plano Nacional de Enfrentamento à Violência Infanto-Juvenil promoveu avanços, mas ainda falta muito para ser de fato efetivado
http://www.fundabrinq.org.br/images/fundabrinq/noticias/18_maio.jpg
18 de Maio é o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Para essa luta, do ponto de vista do poder público, existe o Plano Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual Infanto-Juvenil. Elaborado em 2000, o documento se tornou uma referência para a sociedade civil organizada e para as três instâncias do poder federativo brasileiro, oferecendo diretrizes gerais para a estruturação de políticas públicas de enfrentamento à violência sexual.

Karina Figueiredo, Secretária Executiva do Comitê Nacional de Enfrentamento à Exploração, destaca os avanços conquistados com o Plano, nos 15 anos desde que foi criado. “Contribuiu para que essa pauta ganhasse face dentro de alguns ministérios, de algumas áreas. Ampliou o que já existia e ganhou espaços em várias áreas, desde saúde, educação, turismo, assistência, esporte e lazer”, afirma. “O abuso e a exploração sempre existiram no Brasil. O que mudou nos últimos anos é que tomou maior visibilidade, fruto de várias campanhas e de um processo de mobilização social, de informação, de sensibilização da sociedade para a denúncia. Então, hoje é menos invisível na sociedade, mas sempre existiu”, completa.

Apesar dos avanços, ainda há um longo caminho para que atinjamos resultados efetivos nessa luta. “Os avanços não dão conta de garantir ações de prevenção ou atendimento de forma rápida. Às vezes uma criança sofre abuso e demora oito meses para conseguir um primeiro atendimento dentro da rede”, explica Figueiredo.

De acordo com Tiana Sento-Sé, coordenadora colegiada do Ecpat Brasil, isso acontece porque a rede de atendimento disponível é incapaz de atender à demanda existente. “Temos uma rede de atendimento que não dá conta da demanda, não dá conta nem de tipificar a violência, o que é uma situação de violência, o que é uma situação de assédio sexual e muito menos uma situação de tráfico de pessoas”, diz.

A falta de integração entre os serviços de atendimento também é um problema, o que em muitos casos provoca a revitimização da criança. “Muitas vezes, a criança chega para ser atendida no conselho tutelar por conta de uma denúncia, demora para ir para o serviço médico, depois vai para o IML, faz um caminho muito longo. E a cada órgão que ela vai tem que contar a história. E isso não é o que a gente deseja, porque a cada vez que conta a história ela vai sendo revitimizada”, afirma Sento-Sé. “O desafio é, sobretudo, ampliar a rede de atendimento, trabalhar de forma mais articulada, ter serviços mais integrados para evitar a revitimização da criança”, completa Figueiredo.

Outro problema está na questão da Justiça. “A gente não tem vara especializada para julgar crimes contra criança e adolescente, isso faz com que atrase muito o processo. Então fica tramitando dois, três anos um caso, e faz com que caia no descrédito, muitas vezes contribuindo para a impunidade”, afirma Figueiredo.

Além disso, é extremamente necessário aumentar o investimento na área. “Não adianta ter um plano que indique que tem que ter mais serviço, que tem que ter prevenção, se você não tem recursos no orçamento”, explica Figueiredo. “Tem que ter vontade política, porque também não adianta ter orçamento se os gestores não entendem que essa é uma ação prioritária”, destaca.

Ou seja, o Plano Nacional já oferece ferramentas para a aplicação de políticas públicas no combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes. O grande desafio é conseguir promover ações efetivas para o enfrentamento da violência sexual. Como destaca Sento-Sé, “o Plano Nacional, editado em 2003 e que agora está sendo publicizado, já indica isso. Agora, o negócio é fazer com que funcione”.

Veja mais:
18 de maio: O Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes
Organização realiza trabalho com crianças e adolescentes vítimas de exploração e abuso sexual
Pipo e Fifi: o combate à violência sexual através da informação
Abuso e exploração sexual são temas tratados na reunião da Rede Nossas Crianças
Fundação Abrinq

18 de maio: O Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes



18 de maio: O Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes
http://www.fundabrinq.org.br/images/fundabrinq/noticias/Home18Maio.jpg
Com o objetivo de mobilizar a sociedade brasileira e convocá-la para o engajamento contra a violação dos direitos sexuais de crianças e adolescentes, 18 de maio foi estabelecido como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Apenas no ano de 2014 foram registradas 24.575 denúncias de violência sexual contra crianças e adolescentes no Brasil. Desses casos, 19.165 foram de abuso e 5.410 de exploração sexual infantil.

Dados como esses, divulgados pelo Disque Direitos Humanos, evidenciam como é importante combater essa realidade. E maio é o mês dessa luta.

Por que 18 de maio?
Neste dia, em 1973, uma menina de 8 anos, de Vitória (ES), foi sequestrada, violentada e cruelmente assassinada. Seu corpo apareceu seis dias depois, carbonizado e os seus agressores nunca foram punidos.
Com a repercussão do caso, e forte mobilização do movimento em defesa dos direitos das crianças e adolescentes, 18 de maio foi instituído como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Desde então, esse se tornou o dia para que a população brasileira se una e se manifeste contra esse tipo de violência.

O que é violência sexual?
É a situação em que a criança ou o adolescente é usado para o prazer sexual de uma pessoa mais velha. Ou seja, qualquer ação de interesse sexual, consumado ou não.

É uma violação dos direitos sexuais das crianças e adolescentes, porque abusa ou explora do corpo e da sexualidade, seja pela força ou outra forma de coerção, ao envolver crianças e adolescentes em atividades sexuais impróprias à sua idade, ou ao seu desenvolvimento físico, psicológico e social.

Abuso x Exploração
A violência sexual pode ocorrer de duas formas distintas. Abuso sexual é qualquer forma de contato e interação sexual entre um adulto e uma criança ou adolescente, em que o adulto, que possui uma posição de autoridade ou poder, utiliza-se dessa condição para sua própria estimulação sexual, da criança ou adolescente, ou ainda de terceiros, podendo ocorrer com ou sem contato físico.

Já a exploração se caracteriza pela utilização sexual de crianças e adolescentes com a intenção de lucro, seja financeiro ou de qualquer outra espécie. São quatro formas em que ocorre a exploração sexual: em redes de prostituição, pornografia, redes de tráfico e turismo sexual.

Prevenção
A melhor maneira de se combater a violência sexual contra crianças e adolescentes é a prevenção. É necessário um trabalho informativo junto aos pais e responsáveis, a sensibilização da população em geral, e dos profissionais das áreas de educação e jurídica, com a identificação de crianças e adolescentes em situação de risco, e o acompanhamento da vítima e do agressor.

Denuncie
Além da prevenção, o combate a essa realidade exige que os casos sejam denunciados. Portanto, se souber de algum caso de violência sexual infantil, procure o conselho tutelar, delegacias especializadas, polícias militar, federal ou rodoviária e ligue para o Disque Denúncia Nacional, de número 100.

Você pode agir. Proteja nossas crianças e adolescentes. Faça bonito e disque 100. 
Do site da Fundação Abrinq

segunda-feira, 18 de maio de 2015

De volta ao blog

Semana passada recebi um e-mail pedindo ajuda para várias crianças de uma mesma rua que eram abusadas por um homem de idade,
Fiquei chocada com o relato ,o descaso e a lentidão daqueles que,por força da lei,poderiam fazer algo,
Mas...eu posso fazer algo também!Posso denunciar,posso cobrar!
Por isso resolvi reativar o blog e formar um grupo de Sentinelas de Proteção Contra o Abuso Sexual contra Crianças e Adolescentes.
Estou organizando ainda.Espero contar com muitas pessoas.Tenho certeza que ninguém conseguirá ficar inerte frente a tal monstruosidade cometida contra um ser indefeso.
Darei notícias.

Heloisa Serafim
heloisaserafim@gmail.com

domingo, 16 de junho de 2013

O telefone da Polícia Federal em Campos é (22) 2726-8700

PF apreende HDs com conteúdo suspeito de pedofilia em Campos

Operação Infância Segura foi deflagrada nesta sexta em todo Brasil
Reprodução / Carlos Grevi

Operação Infância Segura foi deflagrada nesta sexta em todo Brasil

Operação contra pedofilia deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta sexta-feira (07/06) em várias partes do Brasil, também foi realizada na região. Agentes apreenderam dois HDs com conteúdo suspeito.
A Operação Infância Segura foi deflagrada em todo o país, nas regiões Norte e Noroeste Fluminense a PF cumpriu dois mandados de busca e apreensão, um em Campos e outro em Itaocara.
De acordo com o delegado, Paulo Cassiano, dois HDs foram apreendidos em uma casa no bairro Santa Cruz, em Campos. No município de Itaocara nada foi encontrado. “O objetivo era apreender documentos e mídias que tivessem algum conteúdo com a prática de pedofilia na internet, pornografia envolvendo menores. As informações nos foram passadas por Brasília este ano, através de uma unidade da Polícia Federal que investiga crimes na internet. Nós investigamos e chegamos a esses locais”, disse.
Os HDs foram encaminhados para o Rio de Janeiro, onde passarão por exame pericial. Se for encontrado algum conteúdo pornográfico com menores o responsável vai responder pelo Artigo 241, 241ª e 241B do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
“Só o laudo que vai nos informar o que contém esses HDs. Antes o artigo penalizava apenas quem postava conteúdo pornográfico com crianças e adolescentes. Agora depois das mudanças, pune também quem publica e armazena esse tipo de arquivo. Possuir fotos e vídeos dessa natureza é crime”, ressaltou.
A Polícia Federal informou ainda que a pena é de prisão de um a quatro anos para quem armazena conteúdo pedofilo. Quem transmite responde de três a seis anos e quem vende vídeos e fotos de menores pode ficar preso de quatro a oito anos.
O delegado alerta para que os pais fiquem atentos para o tipo de conteúdo os filhos tem acesso na internet e com quem eles conversam.
“Caso encontre alguma coisa fora do normal às denuncias podem ser feitas a Polícia Federal de forma anônima, 24horas por dia. O denunciante não precisa se identificar, neste caso a sociedade é parceira da polícia”, finalizou.
O telefone da Polícia Federal em Campos é (22) 2726-8700.

Ururau

Onde está "Alex"?


04 de junho de 2013 · 11:45
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CIDADES E REGIÃO - Sem solução

Procurador geral designa nova promotora para 'Meninas de Guarus'

Há quase quatro anos no Ministério Público Estadual inquérito está sem solução
Mauro de Souza

Há quase quatro anos no Ministério Público Estadual inquérito está sem solução

O procurador Geral de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, Marfan Vieira, anunciou nesta segunda-feira (03/06), que a promotora de Justiça Renata Felisberto Nogueira Chaves assumiu o caso “Meninas de Guarus”. Renata é titular da 2ª Promotoria de Investigação Penal Titular de Campos.
No dia 17 de maio foi realizada uma audiência pública, para cobrar respostas sobre o caso, já que se passaram quase quatro anos do início do inquérito sem que o Ministério Público (MP) tenha dado solução ao caso. Na audiência foi anunciado que a Comissão iria solicitar ao Procurador Geral a indicação de novo promotor para cuidar do caso.
ALERJ EM CAMPOSA audiência foi presidida pelo presidente da Comissão de Direitos Humanos da Alerj, o deputado Marcelo Freixo (PSOL), e participaram ainda os deputados Roberto Henriques (PSD), Geraldo Pudim (PR), Janira Rocha (PSOL), além do presidente da Câmara de vereadores de Campos, Edson Batista e outros vereadores.
Também participaram da audiência o delegado titular da 146ª de Guarus, Carlos Augusto da Silva; delegado titular da 147ª de São Francisco de Itabapoana, Geraldo Rangel, que na época era o titulad da 146ª DL; a delegada adjunta da 141ª de São Fidélis, que também pertencentia a 146ª DL na época do caso, Ivana Morgado. Dos 15 conselheiros tutelares convocados para a discussão, apenas dois compareceram a Casa Legislativa.
“Infelizmente um caso grave como este, hoje, em 2013, tem mais perguntas do que respostas. Isso é um fato quando a gente olha para o que aconteceu, olha para os resultados. Nós nos preocupamos muito, pois se esses números estiverem corretos, são assustadores e precisam ser apurados. E a impunidade, todos sabem, sempre alimenta novos casos”, lamentou o deputado informando:
“Nós tentamos aqui a presença do Ministério Público Estadual (MPE) que não nos respondeu e nem enviou ninguém. Isso não é bom para um caso como esse onde o MPE tem muito a dizer. Mas, isso será apurado e ainda hoje estarei ligando para o procurador-geral de Justiça do Estado, Marfan Vieira, e marcando uma reunião já para a próxima segunda-feira (20/05), para que a Procuradoria Geral do Estado nos dê a resposta que o MPE não nos deu.
Segundo o relato da deputada Janira Rocha, no inquérito há citação de políticos, médicos e policiais, como participantes de atos de pedofilia. Ainda segundo a deputada, consta no inquérito casos de crianças de 10 anos que eram obrigadas a manter relações sexuais com vários homens numa noite. 
O deputado Geraldo Pudim disse que político, médico ou policial, qualquer um que tenha participado de um ato como esse deve 'ser tratado como um bandido qualquer'.
“O caso Meninas de Guarus me inquietou muito, pela demora em dar solução ao caso. No final do ano passado vendo que não se concluía, que não era dada uma satisfação à sociedade sobre essa rede de pedofilia que terminou com o assassinato de duas meninas, extorsão e também o uso de meninos na prostituição”, diz Roberto Henriques.
A ex-vereadora Odisséia Carvalho, disse que embora o Alex tenha sido o único preso no caso, há na cidade uma rede de pedofilia que precisa ser desbaratada. Em 2010, quando vereadora formou uma comissão e foi até o MPE, e também não receberam nenhuma informação do caso, tendo ido ainda à Polícia Federal, mas que não entraria no caso por se tratar de abuso de menor, o que seria de competência da Polícia Civil.
"MENINAS DE GUARUS"
Em 2009 a Polícia Civil descobriu um ponto de exploração sexual e prendeu, em flagrante, o proprietário do imóvel e encontrou cinco mulheres, sendo três maiores e duas menores de 16 e 17 anos.
O caso ficou conhecido como “Meninas de Guarus” e esteve sob investigação na 146ª Delegacia Legal, sendo assim iniciado inquérito, o qual foi para o Ministério Público Estadual (MPE) onde um novo inquérito foi aberto pelo promotor Leandro Manhães.
O caso ganhou destaque no Congresso Nacional em dezembro de 2009, quando o então deputado federal Arnaldo Vianna (PDT) requereu a presença da CPI da Pedofilia do Senado em Campos, e obteve uma resposta positiva do presidente da CPI, o senador Magno Malta (PR/ES), que no mesmo mês mostrou-se indignado com o caso, mas este acabou não sendo tratado em Brasília.
Já na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), o deputado estadual Roberto Henriques apresentou a Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), presidida pelo deputado Marcelo Freixo, o requerimento a realização da audiência pública em Campos, o que ocorreu no dia 17 de maio com as presenças ainda das comissões de Defesa dos Direitos da Mulher e dos Assuntos da Criança, do Adolescente e do Idoso.
De acordo com informações do G1 e InterVT Panície, em março de 2012, numa decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), através da relatora Maria Thereza de Assis Moura, Leílson foi inocentado da acusação. 

Nova Promotora no caso.

"Meninas de Guarus"

O procurador Geral de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, Marfan Vieira, anunciou nesta segunda-feira (03/06), que a promotora de Justiça Renata Felisberto Nogueira Chaves assumiu o caso “Meninas de Guarus”. Renata é titular da 2ª Promotoria de Investigação Penal Titular de Campos.
No dia 17 de maio foi realizada uma audiência pública, para cobrar respostas sobre o caso, já que se passaram quase quatro anos do início do inquérito sem que o Ministério Público (MP) tenha dado solução ao caso. Na audiência foi anunciado que a Comissão iria solicitar ao Procurador Geral a indicação de novo promotor para cuidar do caso.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Audiência Pública em abril:As meninas de Guarus

O deputado estadual Roberto Henriques anunciou que em abril acontecerá em Campos dos Goytacazes uma audiência pública para tratar do caso de pedofilia e exploração sexual contra crianças e adolescentes.O caso ficou conhecido como As meninas de Guarus.
Aguardemos.
Continuaremos cobrando das autoridades uma resposta para esse caso.Não esqueceremos.

sábado, 9 de março de 2013

De volta,depois de um ano

O blog está de volta depois de um ano.As atividades não foram divulgadas mas continuamos a acompanhar as ações de combate e prevenção à pedofilia e à exploração sexual de crianças e adolescentes.Não vai dar para estar aqui diariamente,mas todo domingo atualizaremos as atividades e as notícias.

sábado, 7 de janeiro de 2012

O APOIO PSICOLÓGICO À CRIANÇAS VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA SEXUAL.

O APOIO PSICOLÓGICO A CRIANÇAS VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA SEXUAL.
Polyana de Oliveira Guimarães
Nos últimos anos, a violência e o abuso sexual contra as crianças têm sido tema de grande interesse público e, infelizmente, esta forma de violência faz parte do cotidiano da nossa sociedade. Apesar disso, as pessoas não têm consciência da verdadeira dimensão do abuso sexual infantil, suas causas e conseqüências para essas crianças. A violência sexual pode perdurar por um curto ou longo período na vida das vítimas. E quando essas são crianças há, invariavelmente, uma desestruturação de todo um breve rocesso de aprendizagem e de desestruturação da personalidade, assim como, a autoconfiança, a auto-estima, causando negação de si e negação do outro, sentimentos de rejeição, medo, raiva, insegurança, entre outros danos físicos e psicológicos,que podem ter como agravante o fato de alguns agressores serem pais, mães e/ou parentes próximos a criança. Observa-se, com isso, a importância de fomentar esclarecimentos sobre como proporcionar uma melhor readaptação e restabelecimento de valores emocionais que foram abalados
e/ou perdidos com a violência sofrida; o aprofundamento teórico sobre a história e conceitos relacionados ao abuso sexual infanto-juvenil, informando considerações relevantes sobre as conseqüências biopsicossociais que tal abuso pode causar à criança; a ampliação da percepção de comportamentos característicos apresentados por uma criança vitimizada; bem como mostrar aspectos inerentes aos agressores, uma vez que a literatura em geral considera o agressor sexual infantil como um psicopata e não como um louco, como muitos dos advogados de defesa tentam provar que os agressores são. Faz-se necessário também dispor que a proximidade do agressor em relação à vítima (casos incestuosos) são mais graves do que os casos em que o agressor é alheio à família. As crianças vítimas de abuso sexual apresentam mais sintomas problemáticos do que as crianças não abusadas sexualmente, mas que sofreram algum tipo de violência; apesar disso, as conseqüências para ambas são variáveis e dependem de fatores como: idade da pessoa agredida e da que agride; tipo de relação entre eles; personalidade da vítima; duração e freqüência da agressão;tipo e gravidade do ato; e, reação do ambiente. Vale ressaltar que não podemos tratar da violência infligida a criança sem pensar no contexto no qual ela ocorre, observando com clareza a situação da criança em sua família e o impacto que o abuso terá após a revelação, as reações do círculo dos conhecidos, as decisões sociais, médicas e judiciárias que intervirão no caso e, principalmente, a idade e a maturidade fisiológica da criança, pois as mesmas influenciarão na variabilidade das conseqüências. A evolução infantil do incesto para o amor e do abuso para a empatia tem sido lenta e progressiva. A evolução das relações pais-filhos é uma fonte dependente de mudança histórica e está apoiada na habilidade das sucessivas gerações de pais de viverem seus próprios traumas de infância uma segunda vez, e para que os mesmos funcionem com suas antigas ansiedades de uma maneira diferente nessa segunda vez, se faz necessário o acompanhamento de um psicoterapeuta para que os futuros pais ressignifiquem seus valores e os valores de seus filhos. E é nesse sentido que nós, psicólogos, podemos mudar a história da humanidade. O século XX foi bastante decisivo
para a h istória da criança. Em 1989, na comemoração dos trinta anos da Declaração dos Direitos da Criança, houve um marco na legislação internacional sobre os direitos humanos das crianças que foi a Convenção sobre os Direitos da Criança. Em 13 de julho de 1990 foi promulgado o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), com isso a criança e o adolescente deixaram de ser objeto de direitos para se tornarem cidadãos e, como tais, sujeitos de direito. A Psicologia, sendo uma ciência comportamental que observa e estuda as estruturas psíquicas do homem, aliada a teoria e a outros profissionais serve como fonte de sustentação e apoio a crianças que, imprescidivelmente, precisam  de uma orientação mais específica para que o trauma sofrido não se firme, gerando proporções inevitáveis para o resto de suas vidas. Vale ressaltar que a fundamentação do apoio prestado a essas crianças e adolescentes vitimizados necessita de uma visão interdisciplinar, uma vez que resultados satisfatórios são mais facilmente alcançados quando existe um planejamento em conjunto com vários profissionais, como psicoterapeutas, assistentes sociais, médicos e advogados. A interdisciplinaridade é caracterizada basicamente pelo intercâmbio de várias especialidades com um único objetivo. É um modelo de atuação que depende da conjunção dos resultados dessas especialidades, sendo uma subsídio da outra em busca de um objetivo comum que é a integração real das disciplinas que a constituem e que servirão de apoio no desenvolvimento psicossocial da vítima após o abuso sexual. Seja qual for o profissional que irá atuar nessa área, ele deverá trabalhar suas resistências e defesas pessoais para que não haja um comprometimento desfavorável no processo devido suas limitações pessoais, como emoções, valores, preconceitos e outros. O contato com a violência sexual infantil será sempre doloroso, mas com a prática, o trabalho em equipe e a busca pelo crescimento pessoal, o aprimoramento desses profissionais poderá ser alcançado,aumentando cada vez mais a probabilidade de se obter resultados satisfatórios. Diante de todos os aspectos relevantes já mencionados, a postura dos profissionais deve ser a mais ética possível, uma vez que a análise do papel do psicólogo no atendimento à criança violentada sexualmente se dá através do sigilo e da necessidade de proteger a mesma de novas agressões. Contudo, não há como minimizar a importância da denúncia como mola propulsora para diminuição da incidência deste tipo de delito. Uma grande parte das vítimas de violência sexual faz uma tentativa de auto-revelação que,em geral, foi mal recebida, gerando comentários como “você está imaginando coisas” ou “ele jamais faria isto”. Os cuidados éticos do profissional que recebe uma denúncia de abuso sexual infantil devem priorizar o bem-estar e a segurança da criança, o que via de regra, significa praticar o que reza o art. 13 do Estatuto da Criança e do Adolescente: “Os casos de suspeita ou confirmação de  maus-tratos contra a criança ou adolescente serão obrigatoriamente comunicados ao Conselho Tutelar da respectiva localidade, sem prejuízo de outras providencias legais”. A evolução da sapiência em detrimento do bem estar humano nos faz crer que estudiosos e cientistas estão cada vez mais perto da concretização de objetivos idealizados há anos. O ECA, por exemplo, está sendo cada vez mais difundido e utilizado, tendo suas leis e princípios postos em prática pelos profissionais que lidam com crianças, principalmente os psicólogos, que proporcionam meios adequados para reestruturação psicossocial da criança vítima de abuso sexual, sendo esta uma forma de violência que produz conseqüências imensuráveis para as crianças que inocentemente são obrigadas a passar
por tamanho sofrimento e que promove uma desestruturação psicossocial bastante grave. A tentativa de favorecer a busca por resultados satisfatórios para a criança e família, faz da interdisciplinaridade um instrumento primordial para a superação do trauma, trabalhando através da construção de uma rede que prioriza a passagem do conflito para a “homeostase” psicossocial das vítimas. O acompanhamento psicológico deve ser elaborado visando a minimização dos danos causados pela violência, a reestruturação emocional, a ressignificação pessoal e emocional, bem como a revalorização familiar e a reintegração social da criança. A Psicologia, tanto no âmbito pessoal quanto familiar, a nível clínico ou jurídico, é de fundamental importância para todos que, direta (criança) e indiretamente (família), foram envolvidos no abuso e/ou violência sexual.

Em Estocolmo foi declarado que todos somos responsáveis !

Em Estocolmo foi declarado que todos somos responsáveis
"La sociedad civil desempeña también un papel esencial en la prevención y la protección de los niños fente a la explotación sexual comercial. Por esta razón resulta imperativo la construcción de una sólida asociación entre los gobiernos, las organizaciones internacionales y todos los sectores sociales para contrarrestar tal explotación." World Congress Against Commercial Sexual Exploitation of Children, Estocolmo 1996
Sites de interesse
- ESPANHA: http://dominios.net/prodeni/index/htm
- ACPI(Associação contra a Pornografia Infantil): http://personaI4.iddeo.es/eu/acpi.htm
- ORG.DEFESA DO MENOR: http://www.dmenor-mad.es
- INHOPE: http://www.inhope.org/spa/index.html
- HOTLINE DO FBI: http://www.fbi.gov/kids/crimes/internet/internet.htm
- STOP CHILD PORNAGRAPHY: http://scp.webjump.com/index.htm
- INTERNET CHILD CENTER: http://www.icc-911.com
- IWF – INTERNET WATCH FOUNDATION: http://childnet-int.org/hotlines/index.html
- FRANÇA: http://www.afapc.org
- ALEMANHA: FSM – http://www.fsm.de
- HOLANDA: http://www.leldpunt.org/meldpunt-eng.htm
- INTERNATIONAL CONFERENCE: http://www.stop-childpornog.at
- INGLATERRA: www.internetwatch.co.uk
- ASSOC. WEBS.ADULTS: http://www.asacp.org/
- WORLD CONGRESS AGAINST COMMERCIAL SEXUAL EXPLOITATION OF CHILDREM, - ESTOCOLMO 1996: http://www.usis.usemb.se/childrem/
-CONANDA Conselho Nacional dos Direitos das Crianças Email conanda@mj.gov.br
- Fórum DCA E-mail forumdca@brhs.com.br
- Ministério da Justiça / DCA – Departamento da Criança e do Adolescente
E-mail: andi@andi.org.br
- CECRIA Centro de Referência, Estudos e Ações sobre Crianças e Adolescentes Home-page www.cecria.org.br
- Fórum Nacional Permanente de Entidades Não Governamentais de Defesa das Crianças e Adolescentes – FORUM DCA E-mail: forumdca@brhs.com.br
- PAVAS – Programa de Atenção às Vítimas de Abuso Sexual - Centro de Saúde Escola Geraldo de Paula Souza – Faculdade de Saúde Pública da USP Av. Dr. Arnaldo, 925, Cerqueira César – São Paulo – SP 01246-904 Tel: (11) 853-8591
- Instituto de Estudos Sócio-Econômicos – INESC E-mail: jussarag@inesc.org.br
- Fórum Goiano pelo Fim da Violência, Exploração e Turismo Sexual de Crianças e Adolescentes / Movimento Nacional de Meninos e Meninas de Rua E-mail: joseleno@brhs.com.br
- Ministério das Relações Exteriores / Divisão de Direitos Humanos – DDH E-mail: ddh@mre.gov.br
- Empresa Brasileira de Turismo – EMBRATUR E-mail: anakarina@embratur.gov.br
- Divisão de Polícia Criminal Internacional – INTERPOL E-mail: ddhccp@dpf.gov.br
- Ministério da Saúde / Secretaria de Políticas de Saúde – Área de Saúde do Adolescente e do Jovem E-mail: lucimar@saude.gov.br
- Ministério Público Federal / Procurador Federal dos Direitos do Cidadão
Av. L2 Sul Quadra 603/604 – Ed. Procuradoria Geral da República – sala 107, Brasília D.F.
70059-901 Tel: (61) 313-5386
- Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e à Adolescência - ABRAPIA E-mail: abrapia@openlink.com.br
- Centro Regional de Atenção aos Maus Tratos na Infância – CRAMI ABCD
E-mail: crami@zaz.com.br
- Núcleo de Referência às Vítimas de Violência Instituto Sedes Sapientiae – NRVR
E-mail: sedes@ax.apc.org

Instituições internacionais
- World Childhood Foundation - WCF Suécia – Home page: www.childhood.org
- UNICEF - Home page: www.unicef.org.br